O amor é vivo é atravessado é descorrigido como isto. É igual quando estamos a jogar com nossos corpos em persona frente ao outro, tentando tocar algo, nos olhando escondidos no meio duma rua suja e fixa. Só consigo te olhar como quero às vezes, erro por mais e falo sempre. Mas quando as vírgulas decidem sair dos nossos caminhos, quando os artistas nos veem postados numa janela ou tomando nossa cerveja no balcão, com nosso violão: quantas vezes eu escreveria coisas tão boas e tão ruins pra você? Sempre. Os artistas dizem que nos amaremos. Sim, tenho certeza. Ca(l)ma!
O amor vivo é esse lamento: de não tê-lo como provado ainda. Daquela nossa casa imaginada e daquelas imagens das noites a viver. De não nos ter o corpo do outro e ainda o tempo de dentro - em não sermos os tais corpos-tempo. Eu só queria que você estivesse aqui a me soprar um pouco nessa noite quieta, mas só se ela fosse nossa; e que eu te desse de beber das ondas que não conheces, elas me levariam tanto, fazendo o porquê de tanto sal e beijos de agora; fundo, fundo silêncio mergulhar.
O amor vivo é esse lamento: de não tê-lo como provado ainda. Daquela nossa casa imaginada e daquelas imagens das noites a viver. De não nos ter o corpo do outro e ainda o tempo de dentro - em não sermos os tais corpos-tempo. Eu só queria que você estivesse aqui a me soprar um pouco nessa noite quieta, mas só se ela fosse nossa; e que eu te desse de beber das ondas que não conheces, elas me levariam tanto, fazendo o porquê de tanto sal e beijos de agora; fundo, fundo silêncio mergulhar.
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