Silêncio...
misteriosa expressão da alma,
insondável oceano.
Secreta voz das montanhas e rochedos cinzas.
Ancias.
Manhas suaves, serenas manhas,
tão mansas e tão macias...
que parece ser feita de penas.
Feita de melodias.
De sublime luz!
Tudo à libertação...tudo ao prazer convida (vida).
Sinto indefinidas ancias...
ignorado, distante, pleno, em labirinto...
Gozo sentir-me em plena liberdade,
longe do "julgo" dos bons homens e da ronda da velha sociedade.
Nestes campos tão vastos,
acostumado a andar quilometros...
meus olhos ascendem (ao vislumbrado avanço de luz).
Tentando abandonar meus mebros já gastos...
e saltar e saltar e saltar e saltar com alma de criança
exposta ao sopro rijo do inclemente vento,
com olhos de quem lembra as folhas perdidas.
Um comentário:
Lindos escritos, Bukowski...
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