domingo, 4 de março de 2012

O rito (15.11.09)

Sou
uma alfazema ambulante.
Sou
o céu emaconhado.
Cheiro, nevo, ando
no ônibus ouro.
Furto e sem achar
procuro a quem me buscou.
Assim saio
inexplicavelmente
todos dias santos.
Como se vive quando se vivem
todos os dias?
Hoje, um rito;
aguento a quantas me testem.
É noite verei vejo, verei vejo
cá e lá
eu sim o carente
elas sim a me matar
tirar a manufatura do meu corpo.

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